quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Eu e a Capital - Medo!

Medo. Medo foi o que senti quando vi o quarto que mais prometia, numa das melhores zonas de Lisboa: as Amoreiras. Minutos antes, subia vorazmente uma das ruas da capital, confiante que ia ficar nem a 5 minutos do meu primeiro emprego, de mapa na mão, e com a confiança de um estreante em matéria de quartos alugados. Os edifícios que iam passando eram bebidos com a mesma vontade que saciava a minha sede! O problema (o primeiro) foi não ter garrafa de água. O segundo foi ter-me deparado com um edifício tão degradado como o letreiro da pensão que tinha o quarto onde ia ficar. No hall, estava um homem que metia medo, acompanhado por um ucraniano que medo metia. O cheiro era um misto de velho, mofo e tabaco. O “meu” quarto dava para a cozinha, com o café a fazer num fogão que muitas histórias tinha para contar, por certo. À sede juntou-se a fome. Agradeci, vim-me embora e fui lanchar no Amoreiras.

Este foi um dos muitos quartos que vi na semana fresca de Agosto em que estive na capital. Acabei por escolher uma penthouse. Engraçado que ainda estive indeciso em ficar num quarto sem janela. Talvez para me redimir dos meus pecados, quem sabe. Não sei o que se passou – não, mentira, eu sei: o senhorio inspirava confiança, uma confiança perdida na Pensão Raiz Quadrada De Uma Estrela! A penthouse acabou por dar a confiança que precisava, não estivesse eu na capital. Sim, vou partilhá-la com mais três indivíduos, não sei quem.... Apenas acredito na Santa Bree Van de Kamp.

Medo!

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